Porque deve medir quem visita o seu site (e o que fazer com os números)
Um site sem medição é uma loja sem porta: sabe que existe, não sabe quem entra. A boa notícia é que medir não exige perceber de estatística. Chegam quatro números e uma pergunta por semana: «o que mudou?».
Neste texto explico porque vale a pena medir, quais são os números que interessam a um pequeno negócio e o que fazer com cada um. No fim há um exemplo prático de uma clínica.
Porque é que medir muda decisões?
Sem números, o site é avaliado por sensação: «acho que ninguém entra», «parece que o Instagram traz mais». Com números, a conversa passa a ser outra: «entraram 180 pessoas este mês, 60 vieram do Google, 9 marcaram». A partir daí sabe onde investir e onde parar de gastar.
Há três decisões que dependem diretamente de medição:
- Onde anunciar. Se o Google traz contactos e o Facebook só traz visitas, a verba muda de sítio.
- O que corrigir no site. Se muita gente abre a página de preços e sai, o problema está nos preços ou na forma como estão escritos.
- Se o site está a pagar-se. Dividir o custo do site pelos contactos que gerou dá um número que qualquer negócio percebe.
Que números interessam a um pequeno negócio?
Ferramentas como o Google Analytics mostram dezenas de métricas. Para um negócio local, quatro chegam:
- Visitas por mês. Quantas pessoas entraram. Serve para ver a tendência, não para se orgulhar do número.
- De onde vieram. Google, redes sociais, link direto ou anúncio. É o número que decide onde investir.
- Contactos. Cliques no WhatsApp, chamadas, formulários enviados. É o que paga as contas.
- Páginas onde as pessoas saem. Mostra onde o site perde o cliente.
Tudo o resto, como tempo na página ou taxa de rejeição, pode esperar. Se os quatro acima estiverem a melhorar, o site está a funcionar.
O que fazer com os números?
Medir só vale a pena se levar a uma ação. Três hábitos simples:
- Olhar uma vez por semana, sempre no mesmo dia, durante 10 minutos. Mais do que isso vira ruído.
- Comparar com o mês anterior, não com o número absoluto. «Subiu 20%» diz mais do que «teve 300 visitas».
- Mudar uma coisa de cada vez. Se mudar o preço, o título e as fotos na mesma semana, não sabe o que resultou.
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Ver o preço do meu siteExemplo: uma clínica em Braga
Imagine uma clínica com 400 visitas por mês. Metade vem do Google, um quarto do Instagram, o resto de pessoas que escreveram o endereço diretamente. Em contactos, o Google gera 12 marcações e o Instagram 2.
Com estes números, a decisão escreve-se sozinha: a ficha do Google e a página de tratamentos merecem atenção primeiro; o Instagram continua, mas como vitrine, não como canal de marcações. Sem medir, a clínica provavelmente continuaria a pôr tempo e dinheiro no Instagram, porque é onde os «gostos» aparecem.
Medição e privacidade
Em Portugal, ferramentas de medição que usam cookies só podem ser ligadas depois de o visitante aceitar. Um site bem feito pede esse consentimento de forma clara e funciona na mesma se a pessoa recusar. Os números ficam ligeiramente abaixo da realidade, mas a tendência mantém-se, e é a tendência que importa.
Nos sites da SoulFork, a medição e o aviso de cookies vêm configurados, e o painel mostra os quatro números acima sem precisar de tradutor. Veja o que inclui na página de criação de sites ou comece pelo diagnóstico grátis.
Perguntas frequentes
Preciso de pagar para medir as visitas?
O meu site tem poucas visitas. Vale a pena medir?
O Instagram já me mostra estatísticas. Não chega?
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